Corrida é destaque em simpósio que aborda saúde do nascimento ao envelhecimento

O vício pela corrida vem atraindo milhares de adeptos. No último sábado, no Simpósio Saúde, Performance, Longevidade e Bussiness, corredores e profissionais da área falaram sobre como manter-se bem na pista e com bons resultados. O fisioterapeuta Bruno Matoso abriu o evento com o tema: Estratégias de Prevenções em Corredores. “A corrida está no nosso DNA e intrínseca ao corpo, correr é a última evolução do crescimento da criança.”

Para ele, a corrida é sucessão de saltos. Por isso, há a necessidade de estímulos para a corrida durante o seu dia para favorecê-la. “Saía da cadeira, fique de cócoras, caminhe mais e faça alongamentos”, disse o fisioterapeuta.

O atleta deve dar atenção à entrada do pé que sofre o impacto. Segundo Bruno Matoso, na caminhada, o atleta entra com o calcanhar, correndo com o médio pé e acelerando (sprinting), com a ponta do pé. “Não existe uma regra correta. Mas, é possível com avaliação biomecânica o desempenho e prevenção contra lesão.”

Quem enfrentou uma lesão na corrida deve procurar a mudança da entrada do pé para o médio pé. O corpo se adapta ao terreno, é preciso cuidar do movimento para correr.

Conceitos

O bom resultado depende de bom treinamento com intervalos para redução de lesões. “Faça intervalos com bicicleta ou natação, diminuem os riscos de lesão”, disse.

A mobilidade é importante. “É preciso ter o controle motor do corpo”.

O corredor precisa cuidar da cadência. “Mais alta se combate a lesão, porque a passada é mais próxima e o impacto menor”.

Disco vertical

A corrida, segundo ele, fortalece o disco vertical. “Corrida com baixo volume de 20 a 40km por semana”.

Descalço ou com tênis

O fisioterapeuta Bruno Matoso defende a corrida natural. “Descalço ou com tênis é o mesmo impacto, na entrada do pé é como uma faca”, explicou.

Bruno Matoso citou que não há na ciência o tênis que causa menos lesão. “Vale o conforto e a experiência prévia”.

Caso tenha um tênis e vá trocá-lo, o fisioterapeuta recomenda uma adaptação de 4 a 6 meses para mudança definitiva. “Não faça mudança radical sem adaptação, isso pode provocar lesão”, comentou.

Verificar se é viável à mudança, como a compra de um carro de corrida para rodar em pista com buracos. “Eficazes x efetivos!”

Exercício é o Remédio

Contra doenças e pelo envelhecimento saudável, a médica Emmanuella Nunes da Costa afirma que “exercício é remédio!”

Atleta na juventude, cursou medicina, se especializou em cardiologia e, hoje, é médica esportiva. Quando o paciente diz a ela que tem problema de joelho e, por isso, não pode se exercitar, a médica apresenta uma cadeira, pede para sentar e levantar várias vezes. Ao provar ao paciente que é capaz, ela explica. “Existe dose máxima e mínima, a intensidade do exercício e qual atividade. Todos podem e o tempo vai mostrar a verdade”.

Dicas da nutricionista

A nutricionista Paula Saldanha enfatizou a importância aos atletas de boa hidratação. “Fracionar o consumo da água durante o dia faz a diferença no desempenho da atividade física”, comentou.

Paula Saldanha propõe nas vésperas de provas a dieta antinflamatória. “Inclui uva, laranja, abacaxi, abacate, açaí”.

O carboidrato é só por merecimento. “Se eu gastei calorias, eu mereço!”

Performance

O médico Nicolas Contis com o tema: “Performance Uma Abordagem Ampla” enfatizou que o sono adequado é essencial para o bem estar e para performance. “O sono interfere na memória, estresse e hormônios”.

Ele esclarece que, acima de tudo, toda pessoa precisa de equilíbrio e encontrar as causas do desequilíbrio. “Outro item importante é o social: mente, espírito e relações. Precisamos de motivação, hábitos, metas, superação e dedicação”, comentou o médico Nicolas Contis.

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