Simone desiste de concorrer ao Governo e substituto ainda é uma incógnita

Desde sexta-feira (10) já haviam rumores de que a Senadora Simone Tebet iria desistir de concorrer ao governo estado, fato consumado na noite de ontem (12) através da publicação de uma nota oficial.

A Senadora alega motivos pessoais, coloca que o partido, até duas semanas atrás, estava estruturado para a campanha de André e que havia aceitado a indicação motivada pela “emoção”.

O MDB está dividido entre apoiar o procurador Harfouche (PSC) ou indicar o atual Presidente da Assembleia Junior Mochi.

 

NOTA

Como é do conhecimento de todos os membros deste Diretório, e de todos os companheiros emedebistas, nosso Partido estava, até duas semanas atrás, com a sua campanha totalmente estruturada em torno do nosso candidato natural ao Governo do Estado, André Puccinelli.

Um quadro de instabilidade atingiu nosso partido aqui em Mato Grosso do Sul, com a (em nosso entendimento) intempestiva intervenção judiciária num processo eleitoral que, até então, vinha se desenvolvendo nos marcos da normalidade.

Não posso – e os emedebistas e o povo sul-mato-grossense não podem – compreender como “normal” a prisão de um candidato a governador às vésperas da eleição, sem prévia condenação. Vimo-nos, então, obrigados a reagir a esse novo quadro de forma imediata, levados pela emoção e ainda chocados com as medidas que lhe foram impostas.

Foi, principalmente, devido a essa emoção, e respondendo ao apelo que me foi formulado pelo próprio André Puccinelli, que aceitei, em nossa última Convenção, a apresentação do meu nome como candidata ao Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

Foi, como disse, uma decisão pessoal. Desde então, outras considerações, apontadas por meus familiares levam-me a rever essa decisão.

Conhecendo meus problemas de ordem pessoal, recebi apelos contundentes da minha família para não ser candidata.

Assim, acatando ao apelo de meus familiares, renuncio, à minha candidatura ao Governo do Estado de Mato Grosso do Sul pelo MDB, mas reafirmo minha confiança na pujança e unidade do nosso partido e dos nossos aliados, para manter a viabilidade do nosso projeto político, que tem se mostrado, ao longo dos anos – e mesmo décadas –, como imprescindível para o desenvolvimento do nosso Estado.

Se a opção for a escolha de um quadro partidário para ocupar a cabeça de chapa, quero lembrar o nome do companheiro Sérgio Harfouche, cuja competência e cujo compromisso com esse projeto não podem ser postos em causa.

Seja qual for a opção a ser adotada por esse Diretório, terá em mim uma militante aguerrida e disciplinada na defesa – volto a repetir – do nosso projeto político, que considero (e não precisaria dizê-lo) o melhor para a nossa gente”.

(Foto: Marina Pacheco/Arquivo) – Correio do Estado

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